De Portugal, com carinho e barriga cheia

pot2

Braga – Portugal

Confesso que estava muito curiosa para conhecer Portugal, afinal de contas esse é o país do qual mesmo que distantemente carregamos a genética, herdamos a língua, a culinária, tradições e crenças. Lembrando da época da colonização, exploração e das famosas piadas contra os portugueses, fui com um pouquinho de preconceito. Esperava encontrar um cenário um tanto quanto parecido com o de Palermo, Itália. Com construções mal conservadas, ruas com buracos, o trânsito por assim dizer caótico, e carros amassados (o que não deixa de ter de certo modo, um charme a la italiano, mas vamos deixar essa conversa para outro dia).

Quando cheguei em Lisboa já pude perceber que lá a realidade é outra. Ruas bem arrumadinhas, transporte acessível, casas pintadas e cuidadas, e preços  de tirar o fôlego  foi o que encontrei.  Viajar em Janeiro por aquelas bandas é saber que a chuva será uma constante, mas como aqui (na Finlândia) ainda consegue ser um pouquinho pior pois a constante é o escuro e o frio, fomos felizes.

Mesmo visitando sete cidades, consegui descansar e relaxar bastante. Foi uma viagem maravilhosa, com um pouquinho de passeio pelos monumentos turísticos, conversas com amigos como a Ana Cecília, e muita, muita comida.

Portugal tem muito a oferecer, mas impossível é não se apaixonar pela gastronomia daquele lugar. No primeiro dia, fomos com uns amigos portugueses a um lindo restaurante chamado Casa do Alentejo, em Lisboa. A Casa do Alentejo está instalada próxima do Rossio, num palacete do século XVII. Em 1919, o local foi reabilitado e transformado no casino Majestic Club, o primeiro em Lisboa. O lugar é simplesmente belo, tem um estilo arquitetônico que remete para a forte influência árabe no Alentejo.

Restaurante em Braga

Encantada com o lugar, mas também cansada e com fome devido a longa viagem, fomos logo para os comes e bebes. O restaurante como já era de se imaginar, tinha preços um pouquinho salgados, mas como ainda conseguia ser barato se comparado aos preços finlandeses, nem liguei, pedi um prato de peixe e o Matias um de porco. Notei que os meus amigos pediram pratos para dividirem entre duas pessoas, mas naquela altura da noite imaginei que era porque eles já estariam cheios – grande ingenuidade de turista. Quando o meu prato chegou quase cai para trás, era enorme, daria para tranquilamente ser dividido com mais pessoas, mas como o erro já havia sido feito, a solução era comer. Mas não acabava só por ai, como um bom restaurante português, bebemos vinho, comemos sobremesa, e mesmo já sendo lá pelas tantas da noite, os nossos amigos insistiram que deveríamos tomar o cafezinho. Estava tudo delicioso, mas confesso que tive um pouquinho de dificuldade de dormir devido a comilança.

Porto – Portugal

Quando chegamos ao hostel eu e o Matias concordamos que daquele dia em diante iríamos passar a dividir as refeições, não queríamos passar mal novamente. Não sabíamos o que nos aguardava em Guimarães.

A nossa estadia em Guimarães foi literalmente uma delícia, a Ana e o Hernani são excelentes guias turísticos e nos mostraram lugares lindos. É impressionante como nós e outros países colonizados por Portugal possibilitaram tantas riquezas para aquela terra.

No jantar fomos a um restaurante bem gostosinho e nada turístico, a Ana me falou de uma sopa de papas de Sarrabulho que é um prato típico oriundo da região do Minho, norte de Portugal. As papas são confeccionadas com sangue de porco, carne de galinha, carne de porco, salpicão, presunto, chouriço, cominhos, limão e pão ou farinha de milho, entre outros ingredientes. Ai meu Deus, com esse tanto de ingredientes já dá para ficar satisfeito o dia inteiro, certo? Mas não em Portugal, lá foi apenas a entrada de um verdadeiro banquete, regado a muito azeite de oliva e vinho. É impressionante como os portugueses gostam de sua comida e não é sem razão, o chamado “prato principal” era mais como um rodízio com uma variedade de receitas típicas portuguesas de se tirar o chapéu, bolinhos de bacalhau, frutos do mar, peixes e mais um bocado de coisas que já nem me lembro mais. Já estava pedindo arrego quando a Ana veio me oferecer sobremesa. Novamente, saímos de lá rolando, é claro!

Como era de se imaginar, voltei para a Finlândia com uns quilinhos a mais e uma mala cheia de vinhos, queijos, feijão e polvilho para fazer pão de queijo e continuar com a comilança por aqui.

pot1

Portinho da Arrábida – Portugal

Guardarei lembranças gostosas daqueles lugares.

Espero voltar a Portugal!

 

Anúncios

3 comentários

  1. Hum…. Que fome, ler este texto agora às 18:14 hs foi cruel.
    Boas companhias, bela arquitetura, boas comidas e um bom vinho… Ah… só poderia ser perfeito.

Deixe uma mensagem!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s